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Flávio Basílio quer fortalecer produção da indústria de Defesa no Brasil

By Indústria de Defesa & Segurança . Updated on 01/06/2021 - Published in 11/22/2016

Fomentar a produção e o desenvolvimento da indústria de defesa dentro do Brasil é a principal meta do secretário de Produtos (Seprod), Fávio Basílio. Pela primeira vez na Firjan desde que assumiu a pasta noMinistério da Defesa (MD), Basílio apresentou as principais medidas tomadas para fortalecer a indústria e gerar a retomada de crescimento do setor. “Se desejamos retomar o trilho do crescimento econômico, ele deve estar atrelado à expansão da atividade industrial”.

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No entendimento do MD, é considerada indústria brasileira qualquer unidade que produza dentro do território do País. De acordo com Basílio, o objetivo é diminuir a importação com a ampliação da produção nacional. “É parte da soberania nacional ter uma indústria forte, mas sem tecnologia não se pode assegurar a soberania”, disse.

Para isso, o MD estuda mudanças nas regras para instalação de empresas estrangeiras no Brasil. “Queremos proteger a indústria, mas não dar reserva de mercado. Isso dá um regramento maior. Queremos desenvolver a indústria dentro do Brasil. Para nós, isso é fundamental”, explicou. Uma das medidas adotadas será impedir a compra de produtos finais semelhantes a produtos com fabricação brasileira.

PROMOÇÃO DE EXPORTAÇÕES

No entendimento do secretário, a promoção das vendas de produtos brasileiros de defesa deve ser feita por representantes do governo seguindo o modelo adotado pelas principais potências. Para isso, os adidos militares passarão a ter uma atuação mais forte. Além disso, a pasta está disponibilizando canais de comunicação para os empresários apresentarem seus produtos ao governo. “Não existe venda de produtos de defesa sem que as Forças Armadas usem esse produto. O adido de defesa terá aulas para ampliar o conhecimento sobre a indústria de defesa de forma que ele possa promover melhor”, explicou.

INSEGURANÇA DOS EMPRESÁRIOS

img_20161118_164303826Questionado sobre a imprevisibilidade do setor, que realiza grandes projetos em alguns anos e passa largos intervalos sem grandes contratações, o secretário explicou que a pasta busca melhorar os mecanismos para gerar maior segurança para o empresariado. “As Forças compram todos os anos. O problema é que elas compram do mais barato ou compram lá fora. Então é obvio que a gente pode aproveitar desse canal para um maior fortalecimento da nossa indústria. É um orçamento significativo, mas o potencial dele não está sendo o mais adequado. Temos uma serie de aquisições do dia a dia que continuam acontecendo (ainda que não haja grandes projetos sendo implementados)”, explicou.

“Nós sabemos agora particularmente que com a PEC 241 a questão orçamentária vai nos colocar um desafio ainda maior”, completou o secretário garantindo os esforços para o fortalecimento da indústria nacional. Para ele, é importante um esforço por parte das forças e dos empresários do setor para defender a importância da defesa para o crescimento do País. “Eu digo que Saúde e Educação são importantes, mas Defesa é igualmente importante. Porque na hora que não tivermos navio de superfície fazendo patrulhamento, dando segurança no Atlântico Sul, o resultado disso é aumento de pirataria, aumento do custo de seguro, do frete, encarecimento de todos os produtos. É importante a gente estar preocupado com Defesa e essa deveria ser a preocupação do cidadão mediano”, defendeu.

A reunião do secretário foi realizada no encontro do Comdefesa da Firjan na última sexta-feira, 18 de novembro.

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