ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), promoveu, nesta quinta-feira, 25 de junho, o Fórum sobre Segurança da Informação para a Indústria de Defesa e Segurança, no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos (SP). Com o tema “Segurança da Informação em Tempos de Guerra e em Tempos de Paz”, o encontro reuniu representantes da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), especialistas e autoridades para discutir a proteção de conhecimentos sensíveis, ativos críticos e dados do setor.
A abertura contou com a participação da ABIMDE e da ABIN, seguida de apresentações de André Nicoletti, Oficial de Inteligência da ABIN; de Guilherme Portella, Coordenador-Geral do Núcleo de Segurança e Credenciamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e do Dr. Roberto Gallo, CEO e fundador da Kryptus. A programação incluiu ainda um debate entre os participantes, voltado à troca de experiências e ao aprofundamento dos temas apresentados.
Para o Presidente-Executivo da ABIMDE, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 José Augusto Crepaldi Affonso, a proteção da informação deve ser tratada como responsabilidade direta das empresas que atuam em áreas ligadas à soberania nacional e à segurança da sociedade. “A Base Industrial de Defesa e Segurança atende a interesses do Estado brasileiro, contribui para a proteção dos cidadãos e para a soberania do país. Hoje, a preservação de dados industriais, de inteligência de mercado e de produção integra o acervo de conhecimento das empresas. Por isso, precisamos conscientizar dirigentes, equipes técnicas e colaboradores sobre o valor da informação segura”, afirmou.
Durante sua apresentação, André Nicoletti destacou que o encontro buscou aproximar os profissionais responsáveis pela segurança da informação nas empresas da BIDS, criando um ambiente favorável à troca de alertas, experiências e boas práticas. Segundo ele, companhias de Defesa podem ser alvo de agentes semelhantes, o que torna o diálogo entre pares mais eficiente. “Percebemos que era necessário ampliar a integração entre os setores de segurança da informação das empresas, para que pudessem se conhecer, trocar informações sobre ameaças e compartilhar casos vivenciados. Muitas vezes, uma ação coordenada traz um resultado melhor do que medidas isoladas”, explicou.
Guilherme Portella destacou o contato direto entre o governo e a indústria, especialmente em temas relacionados à segurança e ao credenciamento. Para ele, a aproximação permite apresentar às empresas o trabalho conduzido em Brasília e, ao mesmo tempo, compreender os impactos práticos dessas diretrizes nos projetos desenvolvidos pela BIDS. “A comunicação direta favorece a transparência e facilita o acesso das empresas às informações sobre as quais estamos trabalhando. Também nos ajuda a entender como essas ações chegam à ponta, como afetam os projetos e quais retornos a indústria pode oferecer para aprimorar esse processo”, afirmou.
A participação do Dr. Roberto Gallo trouxe uma visão empresarial sobre a proteção de informações sigilosas e os desafios enfrentados por organizações que operam com tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e dados sensíveis. A abordagem complementou as exposições institucionais e contribuiu para ampliar a discussão sobre riscos, responsabilidades e medidas de prevenção no ambiente corporativo.
O Fórum tratou a Segurança da Informação como pauta permanente para a indústria de Defesa e Segurança. A atividade também abriu espaço para fortalecer a cooperação entre a BIDS e os órgãos públicos ligados à área, disseminar a cultura de proteção de dados e estimular práticas capazes de reduzir vulnerabilidades em um setor diretamente relacionado à soberania, à segurança da sociedade e aos interesses do Estado brasileiro.
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