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ABIMDE realiza plenária no Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, em São José dos Campos

Indústria, governo e academia foram apontados como a tríplice hélice que alimenta a pesquisa e tecnologia no país
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A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) realizou mais uma edição de sua reunião plenária na manhã do dia 05 de setembro, no auditório do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Na abertura, o diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu à ABIMDE e todas as empresas representadas pela oportunidade de realizar o evento no DCTA.

Estiveram presentes no auditório do IFI, o coordenador do Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação (SisDIA) São Paulo, General de Exército Francisco Carlos Modesto; o coordenador do Observatório da Indústria, General Ivan Neiva; o General de Divisão Lourival Carvalho Silva; e o representante do Observatório da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcio Guerra.

E, virtualmente, prestigiaram a plenária o coordenador do Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação (SisDIA) de Campinas, General Sinclair James Mayer; o assessor da Diretoria-Geral do Material da Marinha, Vice-Almirante Rodrigo Hônkis; o Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa, Contra-Almirante Vagner Belarmino de Oliveira; o Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do MD, Brigadeiro do Ar Antônio Ferreira de Lima Júnior;  Chefe da Assessoria Especial de Planejamento do MD, General Walmir Almada Schneider Filho; o representante do Comdefesa Paraná, general Sidnei Prado; o conselheiro do Ministério das Relações Exteriores, Herbert Drumond; o presidente da Câmara Setorial de Defesa e Segurança da ABIMAQ, João Eduardo Dmitruk; e o representante da Polícia Científica de São Paulo, Dante Paperetti Filho.
 
Em sua apresentação, o Tenente-Brigadeiro Medeiros fez um histórico sobre o DCTA, organização militar do Comando da Aeronáutica, que tem como missão planejar, gerenciar, realizar e controlar as atividades relacionadas com a ciência, tecnologia e inovação. Centro de excelência em educação, o DCTA tem sob sua subordinação comissões e organizações militares.

Entre elas, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); o IFI; o Instituto de Estudos Avançados (IEAV); o Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV); a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC); a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE); entre outras.

“Todas as nossas organizações, exceto as de apoio, são ICTs (Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica) e podem trabalhar junto com a nossa base industrial de defesa para atingirmos patamares cada vez mais altos. Competência nós temos, precisamos é estar juntos fazendo este trabalho. O DCTA permeia de uma forma ou de outra praticamente todos os níveis de maturidade tecnológica, desde a pesquisa até a certificação do produto que os senhores produzem”, afirmou.

 

Pessoas assistindo a apresentação musical

Descrição gerada automaticamente com confiança média

O Brigadeiro Medeiros fez uma metáfora falando sobre a hélice de um avião, que quando está desbalanceada não permite a decolagem porque provoca uma vibração que pode, inclusive, destruir o avião.  “A maior parte dos nossos produtos são de Estado, começam em um governo, mas dificilmente terminam em quatro anos. Às vezes na pesquisa até ser gerado um protótipo, até ser criado e testado dificilmente se faz este processo em quatro anos. Precisamos de um trabalho proativo, de envolver as fundações de pesquisa, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos juntos fazemos esta hélice girar de forma balanceada e está aeronave fazer seu voo com céu de brigadeiro”.

Ele incentivou as empresas a utilizarem o DCTA e suas ICTs para o desenvolvimento de produtos para o Brasil e destacou os projetos estratégicos que tem o envolvimento da iniciativa privada. O Brigadeiro Medeiros citou como exemplo o projeto de sistema espacial, iniciado em 1965, com o lançamento de um foguete da NASA.   

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), com sede em Natal, no Rio Grande do Norte, é uma organização militar subordinada ao DCTA, responsável por realizar testes operacionais e lançamentos de veículos espaciais e de rastreio para realização de experimentos científico e tecnológicos. O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, possui as mesmas características.

“A ideia de trazê-los aqui é justamente ter este contato, vocês são parte desta tríplice hélice: indústria, governo e academia. Como diretor-geral do DCTA estou colocando todas as nossas ICTs para interagir com a indústria, para crescermos juntos e o Brasil ocupar o seu lugar no conselho mundial das nações. Se crescermos a sociedade brasileira cresce, o PIB cresce, e todo mundo fica feliz”, disse ao agradecer mais uma vez a ABIMDE pela oportunidade. 

A seguir o presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, destacou sua honra em realizar a reunião plenária no DCTA, em particular no IFI, que chamou como um modelo que deu certo e que deve ser replicado nas outras forças. “A forma como o DCTA está organizada é reconhecida mundialmente e isto se deve ao esforço da Força Aérea Brasileira em manter esta estrutura”.

Homem jogando vídeo game na sala

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

O Dr. Gallo falou ainda sobre o mercado de defesa no Brasil, onde há grande carência de material, o que leva a uma realidade complexa que é o quanto o Brasil investe em tecnologia de ponta. “Algumas coisas precisam mudar, primeiro atrelar o orçamento aos programas estratégicos das forças, isso se resolve de forma política. O outro desafio é incrementar o quanto esses recursos são investidos em geração de valor no país na área de pesquisa, que precisa de várias forças reunidas”, defendeu.

O presidente da ABIMDE citou ainda a presença de algumas empresas associadas, presentes na plenária, com grandes capacidades e entregas para o setor aeroespacial: Avionics, Akaer, AEL Sistemas e Mac Jee. 

Apresentação: “IFI: Potencialidades para BIDS”

Na sequência da programação, o diretor do IFI, Coronel Aviador Luiz Marcelo Terdulino de Brito, ministrou a palestra: “A Contribuição do IFI para a Indústria”, na qual fez um retrospecto sobre o atual momento do Instituto, afirmando que a organização está muito próxima da indústria. “Quando emito um certificado isto é uma entrega para a sociedade, é um atestado de que o produto pode ser utilizado de forma segura. Hoje todo este ecossistema está apontando para o setor aeroespacial”, afirmou.  

Pessoas em uma sala

Descrição gerada automaticamente com confiança média

O Coronel De Brito descreveu o portfólio de serviços prestados e mais uma vez colocou o IFI à disposição das empresas. “Temos diversos laboratórios e nestas instalações, temos outros laboratórios do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e do IEAV (Instituto de Estudos Avançados), que fazem parte deste sistema”.

Sobre as atribuições do IFI disse que uma delas é o desenvolvimento de Normas Técnicas, bem como a gerência da metrologia aeroespacial no âmbito do Sistema de Metrologia Aeroespacial (SISMETRA), que conta com oito laboratórios.

O Coronel De Brito explicou que o processo de certificação começa com uma ideia que não existe e trouxe como exemplo o KC-390, que tinha os requisitos do usuário, no caso o Comando da Aeronáutica, até se tornar o que é hoje. O IFI atuou na definição de normas, os ensaios e as aprovações técnicas, que invariavelmente se tornam um protótipo bem-sucedido que, se atender os critérios de segurança, contratuais e de desempenho, são certificados.  

Quanto à Certificação de Produtos Aeroespaciais, destacou o tipo de certificados que podem ser emitidos: Certificado de Tipo, que se refere a projetos de aeronaves, motores, hélices e mísseis; Certificado Suplementar de Tipo, para modificações de um projeto que já possua Certificado de Tipo; e Certificado de Modificação, quando um projeto não possui Certificação de Tipo.

“A certificação se traduz em credibilidade para aqueles países que requerem este tipo de documento. Não é mandatório, mas às vezes para vender um produto internacionalmente a certificação é exigida. O IFI também acompanha a produção, que é chamada de verificação governamental da qualidade”, explicou.

O IFI também faz a certificação de Sistemas de Gestão e Processos de Produção, de empresas privadas, públicas e do próprio Comando da Aeronáutica, com as certificações ISO 9001 e AQAP 1011, que avalia o Sistema de Gestão da Qualidade de uma organização, quanto a sua conformidade com as normas regulamentares do setor aer