ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) destaca a abertura, pela Força Aérea Brasileira, de consulta dirigida a empresas brasileiras fabricantes e desenvolvedoras de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP). O levantamento, vinculado ao Projeto RQ-XBR, busca reunir informações sobre competências disponíveis no País e contribui para ampliar a visibilidade das capacidades nacionais em uma área de elevada complexidade tecnológica.
De acordo com a FAB, as empresas interessadas têm até o dia 3 de junho de 2026 para manifestar interesse em participar do processo. A chamada contempla organizações com atuação no desenvolvimento, fabricação, integração ou operação de sistemas remotamente pilotados, incluindo plataformas, sensores, enlaces de dados, navegação, softwares embarcados, cargas úteis, autonomia, manutenção e suporte ao ciclo de vida dos equipamentos.
Para a ABIMDE, a consulta dialoga diretamente com a mensagem apresentada pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, durante plenária realizada pela entidade em 12 de maio, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Na ocasião, em encontro que reuniu indústria, FAB e academia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Comandante tratou da relação entre Estado, setor produtivo e conhecimento científico como caminho para ampliar a autonomia tecnológica brasileira.
Durante sua exposição, o Brigadeiro Damasceno apresentou a governança de sistemas da FAB e destacou que praticamente toda a estrutura da Força demanda produtos, serviços e soluções da indústria, em áreas que vão de armamentos, aeronaves, radares e comunicações a transporte, saúde, manutenção e sistemas de apoio. Também assinalou que a Aeronáutica acompanha custos, efetivos, atividades e participação nacional em cada sistema, com o objetivo de ampliar a presença de empresas instaladas no Brasil em suas cadeias de fornecimento.
A abertura da consulta sobre SARP, na avaliação da ABIMDE, está em sintonia com essa diretriz. Ao mapear empresas brasileiras do segmento, a FAB avança na identificação de competências industriais e tecnológicas já disponíveis no País, em uma área cada vez mais presente nas operações contemporâneas de defesa, vigilância, reconhecimento, comunicações, busca e salvamento, proteção de infraestruturas críticas e apoio a missões interagências.
O Presidente-Executivo da ABIMDE, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 José Augusto Crepaldi Affonso, destaca que o levantamento representa uma sinalização positiva para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS). “A consulta aberta pela Força Aérea Brasileira reconhece a maturidade alcançada por empresas nacionais em tecnologias de alto valor agregado e cria uma oportunidade concreta para que essas capacidades sejam conhecidas em maior profundidade. É um passo coerente com a diretriz apresentada pelo Comandante da Aeronáutica em nossa plenária no DCTA, ao evidenciar a importância de ampliar a participação da indústria instalada no Brasil nos sistemas da Força”, afirma.
Os sistemas de aeronaves remotamente pilotadas compõem um dos campos de maior avanço tecnológico na defesa. Seu desenvolvimento exige domínio de engenharia aeronáutica, integração de sensores, comunicações seguras, processamento de dados, inteligência artificial, navegação precisa e operação em ambientes complexos.
Ao acompanhar o levantamento, a ABIMDE ressalta que o setor nacional reúne conhecimento, experiência e capacidade produtiva para atender às demandas operacionais da Defesa. A entidade seguirá monitorando o tema e estimulando a participação qualificada das empresas brasileiras, em consonância com a valorização da produção nacional e com a busca por maior autonomia tecnológica para a defesa e a segurança do País.
Com informações da Força Aérea Brasileira
Arte: Inteligência Artificial / CECOMSAER
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