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Seminário discute o uso do radar orbital para proteção da Amazônia

Por Ministério da Defesa . Atualizado em 06/01/2021 - Publicado em 19/09/2017

Continua hoje (19/09), o 2º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2017, promovido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa (MD), no auditório da Polícia Rodoviária Federal. O objetivo do evento é divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR, além de discutir a produção científica sobre sensoriamento remoto operada na faixa de microondas (radar) no Brasil e o mundo.

Na abertura do seminário, o diretor geral do Censipam, Rogério Guedes Soares, ressaltou que o encontro técnico-científico visa apresentar o estado da arte do radar orbital e suas aplicações. "Esta iniciativa tem por objetivo informar o andamento da implantação do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta de Desmatamento (SipamSAR), no âmbito do Projeto Amazônia SAR", afirmou o diretor. O Seminário conta com a participação de 250 profissionais, entre estudantes, pesquisadores e gestores, em torno do tema relacionado ao uso e aplicação da tecnologia radar.

 

Fotos: Sgt Manfrim/MD
O diretor Rogério Guedes Soares ressaltou que o encontro técnico-científico visa apresentar o estado da arte do radar orbital e suas aplicações
O diretor Rogério Guedes Soares ressaltou que o encontro técnico-científico visa apresentar o estado da arte do radar orbital e suas aplicações

 

O Projeto Amazônia SAR, elaborado pelo Censipam e em parceria com com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Brasileiro  do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis  (Ibama), é um sistema de detecção de desmatamento na Amazônia com uso de imagens de radar orbital. A tecnologia permite observar a terra mesmo com a constante barreira de nuvens.

O foco do projeto é coibir o desmatamento ilegal, identificando ilícitos e enviando informações para o Ibama montar operações de fiscalização, além de enviar informações ao Inpe para compor os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Presente ao evento, o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais do MD, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, disse que um grupo trabalhou arduamente para elaborar um anteprojeto de lei no sentido de uma maior governança para o Programa Espacial Brasileiro. "Focado emprego dual (civil e militar) para que todos os ministérios possam tirar proveito dessas ferramentas indispensáveis para o nosso dia a dia, incluindo o aspecto de defesa", ressaltou o brigadeiro Aguiar.

Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero, a interseção  de políticas públicas para o combate ao desmatamento e a redução de emissão de gases de efeito estufa é uma missão da pasta. "Temos um histórico de redução bastante considerável, justamente por conta da implementação de políticas de combate ao desmatamento", relatou o secretário.

O presidente do Inpe, Ricardo Magnus Osório Galvão, destacou, em suas palavras, a importância do País dominar o ciclo completo das atividades espaciais. "O Brasil não pode deixar de ambicionar o domínio completo e soberano da tecnologia espacial, tanto em lançadores como em sistemas satelitais", disse.

 

 
Péricles Cardim foi o primeiro palestrante a falar sobre
Péricles Cardim foi o primeiro palestrante a falar sobre "O processo evolutivo do uso de radar de abertura sintética no âmbito do SIPAM

 

Ainda na abertura do evento, em sua mensagem, o presidente substituto do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, lembrou que o sensoriamento da  Amazônia, na temporada de chuvas, será um grande diferencial no combate ao desmatamento. "Hoje, com sistemas disponibilizados pelo Inpe, nós estamos fazendo uma verdadeira guerra contra o crime na Amazônia brasileira."

Ao longo dos dois dias do seminário, serão mais de 30 palestras sobre monitoramento ambiental. envolvendo pesquisadores, gestores e cientistas.

Amazônia Sar

O projeto prevê, mensalmente, o monitoramento de 950 mil quilômetros quadrados pelo radar orbital. Ainda estão previstas a construção de estações multissatelitais de observação da Terra, em Brasília e Manaus.

O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O radar orbital do Projeto Amazônia SAR emite pulsos de rádio cujos ecos são recebidos e gravados para gerar imagens SAR.

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