ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) participou, nesta quinta-feira, 2 de julho, do evento “Perspectivas de Risco Geopolítico na América do Sul”, na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. O evento foi promovido pela FGV e pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), com o objetivo de reunir acadêmicos, analistas e tomadores de decisão para examinar vetores de risco no continente e seus possíveis impactos para o Brasil. A entidade foi representada pelo Presidente-Executivo, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 José Augusto Crepaldi Affonso.
“A participação da ABIMDE em debates dessa natureza permite acompanhar, de forma qualificada, análises sobre riscos geopolíticos que impactam diretamente a agenda de Defesa e Segurança. A indústria nacional precisa estar atenta a esses movimentos, porque eles influenciam decisões públicas, prioridades tecnológicas e a capacidade do Brasil de responder aos desafios do seu entorno estratégico”, afirmou o Tenente-Brigadeiro Crepaldi.
A abertura contou com a participação do Diretor-Geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, e do Diretor da Escola de Relações Internacionais da FGV, Matias Spektor. Na sequência, o primeiro painel tratou das transformações geopolíticas na América do Sul, com exposições de Matias Spektor, sobre os efeitos da competição entre grandes potências; do Embaixador Marcelo Câmara, do Ministério das Relações Exteriores, sobre a cooperação nuclear Brasil-Argentina; e do General Gelson de Souza, do Exército Brasileiro, sobre os desafios para a Defesa Nacional diante da nova configuração geopolítica.
No período da tarde, a programação abordou as dinâmicas da competição entre as grandes potências no continente. O painel reuniu Silvio Cascione, da Eurasia Group, que tratou da geopolítica dos minerais críticos; Igor Marchesini, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), com análise sobre datacenters e geopolítica da inteligência artificial; e Alberto Pfeifer, do Grupo de Análise de Estratégia Internacional (DSI) em Defesa, Segurança e Inteligência/Ciência, Tecnologia e Inovação da Escola de Segurança Multidimensional (ESEM) da USP, que discutiu China, Estados Unidos e infraestruturas críticas. A moderação ficou a cargo de Vitor Lares, da ABIN.
O último painel discutiu as novas dinâmicas do combate ao crime transnacional e seus efeitos na América do Sul. Participaram Oto Monteiro, da FGV, com abordagem sobre narcoterrorismo e cooperação entre os Estados Unidos e países sul-americanos; Guilherme Jameli, da ABIN, que analisou os impactos da designação de organizações criminosas como terroristas no Brasil; e Paulo Velasco, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com avaliação sobre a influência dos Estados Unidos, da China e da Rússia no enfrentamento ao crime transnacional. O encerramento foi conduzido por Matias Spektor e Gustavo Weber, da ABIN, após um dia de discussões sobre a leitura de riscos, a segurança regional e as implicações desses temas para a agenda nacional.
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