ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) participou, no último dia 21 de julho, da mesa-redonda “Soberania mineral em tempos de competição geopolítica”, promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), na sede do CEBRI, no Rio de Janeiro. A entidade foi representada pelo Presidente-Executivo da ABIMDE, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 José Augusto Crepaldi Affonso, convidado para a sessão de discussão orientada.
O encontro reuniu integrantes do governo, da indústria mineral, da academia e de diferentes instituições para examinar as possibilidades de aproveitamento da base brasileira de minerais críticos e sua relação com a defesa, a política industrial, a diplomacia econômica e a autonomia tecnológica. O debate abordou ainda as mudanças nas cadeias internacionais de suprimento e a crescente demanda por insumos utilizados em setores de alta complexidade.
Durante sua participação, o Tenente-Brigadeiro Crepaldi tratou da relação entre a disponibilidade desses recursos, o domínio de processos industriais e a capacidade nacional de desenvolver tecnologias destinadas à Defesa e à Segurança.
“O Brasil dispõe de uma base mineral expressiva, mas a autonomia do País depende também da capacidade de transformar esses recursos em conhecimento, tecnologia e produtos de maior valor agregado. Para a indústria de Defesa e Segurança, essa discussão envolve acesso a insumos críticos, desenvolvimento tecnológico e condições para que as cadeias produtivas nacionais avancem em segmentos de maior densidade tecnológica”, afirmou.
A programação teve a abertura de José Pio Borges, Presidente do Conselho Curador do CEBRI, e de Pablo Cesário, Diretor-Presidente interino do IBRAM. Mauricio Lyrio, Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, apresentou considerações sobre a relação entre geopolítica, soberania industrial e insumos críticos.
Também integraram os debates o Vice-Almirante Augusto José da Silva Fonseca Junior, Vice-Chefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas; Fernando Azevedo e Paulo Henrique Soares, do IBRAM; Rafaela Guedes, Sênior Fellow do CEBRI; João Marcos Pires Camargo, Diretor do Departamento de Planejamento e Política Mineral do Ministério de Minas e Energia; o senador Hamilton Mourão; e Roberto Ardenghy, Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
As discussões também consideraram os resultados de um estudo conduzido pelo CEBRI e pelo IBRAM desde 2024, dedicado a examinar o potencial da base mineral brasileira diante do aumento da demanda por esses recursos. O trabalho analisa os efeitos desse movimento sobre os setores produtivos e as cadeias de fornecimento, além de apontar limitações ainda existentes em etapas como a separação, o refino, a metalização, a fabricação de ligas e as aplicações tecnológicas.
O estudo “O Papel do Brasil na Agenda Global de Minerais Críticos e Estratégicos” pode ser consultado no site do CEBRI.
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