ABIMDE
Estamos em guerra!
Não se trata de uma Declaração e sim de uma Constatação.
Os números da violência no Brasil e em vários países em todo o Mundo nos fazem refletir sobre novas formas de atuação do Estado, tendo como por premissa uma maior cooperação entre suas Forças Armadas, Forças Policiais, Segurança Privada e Base Industrial de Defesa.
No Brasil, são assassinadas mais de 50 mil pessoas por ano. São números compatíveis com países vitimados por guerras nas últimas décadas.
O custo intangível dessa tragédia é indescritível.
O custo emocional!
O custo social!
Custo da mudança radical nos hábitos de vida por toda a Sociedade!
Gerações inteiras perdidas nessa guerra insana!
Seria possível apontar recentes ações na área de Segurança Pública, que reduziram substancialmente os níveis de violência em algumas cidades brasileiras. Por outro lado, torna-se evidente que a ação das forças policiais deve ser acompanhada de investimentos na área social, sem os quais, não se consegue alcançar resultados satisfatórios, especialmente para as populações que vivem nas áreas sob ação direta da criminalidade, mas também com reflexos em toda a Sociedade.
Além da questão da criminalidade urbana, tem-se ainda o problema do terrorismo atingindo de forma brutal países em todos os continentes.
Traficantes de drogas e terroristas dispõem de armamento de guerra. Combatê-los requer sofisticação no mapeamento preventivo da ameaça e qualificação para adquirir superioridade de condição através do trabalho conjunto das diversas Agências Militares e de Segurança Pública.
A Operação Ágata, o emprego das Forças Armadas em GLO em conjunto com Forças Estaduais, o reforço da Segurança nas Eleições, as Missões de Patrulhamento Marítimo efetuadas pela Marinha em apoio à Polícia Federal, são bons exemplos do êxito que se pode atingir com esse tipo de cooperação.
São visíveis os benefícios que as operações interagências trazem para a população. Não se trata de propor que Forças Armadas façam o papel de Polícia e muito menos acreditar que Missões de Defesa possam depender das Forças Policiais.
Ao se pensar em Segurança Lato Sensu, considerando o Terrorismo, o Tráfico de Drogas e de Pessoas, lavagem de dinheiro, invasão de território e controle e controle de fronteiras, tráfico de armas, entre outros, fica nítida a necessidade do trabalho conjunto entre as Forças Armadas e Operadores de Segurança. Fica nítida também a necessidade de uma Base Industrial de Defesa e Segurança que assegure meios que permitam ação mais eficaz das Forças da Lei.
A Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil está apta a atender às demandas das Forças Armadas e das Forças de Segurança, bastando para isso que conheça com antecedência suas necessidades, de maneira minimamente previsível.
A Base Industrial de Defesa e Segurança pode contribuir inclusive durante o processo de elaboração dos requisitos mínimos operacionais dos equipamentos de Segurança Pública, que devem ser, na medida do possível, comuns às diversas Forças da Lei.
A partir desse tipo de previsibilidade nas aquisições internas, a Indústria Nacional poderá estar alinhada com a demanda e buscar capacitação ou parceria com as empresas internacionais que detenham tecnologia não disponível no país.
Assim, a regra de ouro para o melhor desenvolvimento de produtos nacionais, a preços mais baixos e com qualidade internacional, para atender às demandas de nossas polícias e militares é oferecer à Base Industrial de Defesa e Segurança previsibilidade e requisitos operacionais básicos mínimos, comuns a todas as Forças, de maneira a dar escala de produção.
Pensando nisso, a ABIMDE aproveita este momento para anunciar a criação do Comitê de Defesa e Segurança Pública, um comitê multilateral e multidisciplinar, onde terão voz Operadores de Segurança, especialistas técnicos, Universidade, Centros de Pesquisas militares e civis e a Indústria, com a finalidade de, juntos, antever problemas e conceber soluções que reflitam num Brasil e num Mundo melhor para nós e nossos filhos.
A ABIMDE anuncia também, com orgulho, que o Ministério da Defesa, através do CECAFA, oferecerá às Nações Amigas um Catálogo contendo as capacitações da Base Industrial de Defesa Brasileira que será lançado durante a LAAD, aproveitando a qualidade de sua base de dados que permitiu ao Brasil se qualificar como TIER 2 perante o sistema NATO de Catalogação.
Na LAAD, serão quatro dias de intensa troca, brindados por Palestras com acesso gratuito sobre temas de interesse, presença das mais relevantes autoridades no Campo da Defesa e Segurança do País e do Exterior, além da presença organizada das Empresas Brasileiras de diversos segmentos como submarinos, aviões de combate e vigilância, helicópteros, blindados, defesa cibernética, embarcações de pequeno, médio e grande porte, sistemas de armas, armas e munições letais e não-letais, mísseis e foguetes, simulação, sistemas de sistemas, entre muitos outros.
A ABIMDE se orgulha de participar dessa discussão, colocando sua experiência de mais de 30 anos e de suas Associadas em prol do Brasil.
Desejamos participar decisivamente da construção de um sistema de Defesa e Segurança Pública à altura da grandeza do Brasil e do Amor que temos pelo nosso País.
Frederico Aguiar, presidente da ABIMDE
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