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“Há tabu para exportar produtos de defesa”, diz secretária de comércio exterior

Afirmação foi feita durante o segundo dia de evento internacional promovido pela Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica
By FAB. Updated on 01/06/2021 - Published in 10/20/2017

O que o Brasil está buscando, ao organizar o setor de defesa, não é nada diferente do que dezenas de países já fazem há décadas. “Acredito que ainda há muito tabu com relação à exportação de produtos de defesa, especialmente armamentos”, avalia Marcela Carvalho, Secretária-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo ela, é preciso conscientizar os órgãos que integram o Conselho de Ministros da Camex, fórum máximo de deliberação do órgão, de que o setor de defesa é importante em termos de exportação.

A afirmação foi feita na quarta-feira (18/10) logo após a palestra “A importância estratégica do comércio internacional de produtos de defesa” durante evento promovido pela Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica que discute financiamento a projetos do segmento.

A secretária citou os dados de 2016 organizados pela Associação Brasileira de Produtos de Defesa (Abimde), a partir do volume de exportação de suas 220 associadas. Segundo eles, o Brasil exportou U$ 2,4 bilhões, ou seja, 0,3% do valor total de U$185 bilhões de exportações da balança comercial brasileira. Entre os produtos estão aviões militares, como o A-29 Super Tucano, armamentos e sistemas. Mas, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o segmento foi responsável pela geração de 3,7% do PIB. Marcela destacou que o setor emprega mão de obra altamente qualificada e com salários maiores. Isso faz com o que o efeito de renda desse setor seja maior em relação aos demais.

De acordo com a secretária, o setor tem potencial para crescer, sendo necessário adequar o apoio do governo às necessidades do setor, que são muito específicas. “Precisamos melhorar a promoção da exportação comercial, os mecanismos de financiamento, integrar os adidos que estão na ponta”, disse. A secretária ressaltou ainda a necessidade de criar inscrições dentro da classificação NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) dos produtos de defesa, para se ter uma visualização fidedigna de quais itens são mais exportados. A informação ajudará na formulação de políticas públicas adequadas à promoção comercial e de inteligência de mercado.

Um grupo de trabalho reúne-se desde julho para formalizar a entrada do Ministério da Defesa no Conselho de Ministros da Camex, órgão colegiado do governo responsável por tomar decisões sobre comercio exterior, como alteração de tarifas e medidasantidumping. Até agora foram feitos diagnóstico para saber o que o setor dispõe e o que precisa. A proposta é atuar em quatro eixos: financiamento e garantia de exportações; inteligência comercial; offset ofertante; e realização de contenciosos.

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