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ABIPTI, Cluster Naval e Finep são protagonistas da terceira plenária da ABIMDE

Reunião aconteceu na sede da Associação, em São Paulo, mas foi transmitida virtualmente
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No dia 05 de março foi realizada a terceira plenária da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), em formato híbrido. O evento aconteceu na sede da ABIMDE, em São Paulo, com transmissão on-line para convidados e empresas.

A programação contou com as seguintes apresentações: BIDS: Insumos Críticos na Visão da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI); Cluster Tecnológico Naval; Atualizações Finep; e as últimas notícias da ABIMDE.

ABIPTI
 

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A plenária teve início com o presidente da ABIPTI, Paulo Rogério Foina. Em sua exposição, ele falou sobre a importância da pesquisa tecnológica e inovação para o Brasil e destacou que os institutos de pesquisa tecnológica são fundamentais para o desenvolvimento de insumos estratégicos para o país.

Criada em 1980, a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), reúne cerca de 150 associados, entre entidades públicas e privadas de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. A Associação atua como uma das principais instituições do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do país, por meio da promoção de atividades de capacitação, articulação de políticas públicas e geração e disseminação de conhecimentos.

Em sua palestra, o presidente da ABIPTI ressaltou que, apesar do Brasil possuir competências reconhecidas internacionalmente em diversas áreas, como informática, sistemas embarcados, energia elétrica, materiais, entre outras, ainda enfrenta desafios na interação entre universidades e indústrias. Ele mencionou que as pesquisas realizadas nas universidades muitas vezes não estão alinhadas com as necessidades da indústria brasileira.

“No Brasil se criou aquela ideia da tríplice hélice, todo mundo fala sobre a inovação envolver sociedade, institutos, universidade e indústria. No mundo inteiro funciona bem porque a universidade vai do Nível de Maturidade Tecnológica 1 (TRL) até o 5. Os americanos têm um link forte com a indústria e fazem essa interface de forma muito eficiente. Aqui no Brasil temos dificuldade, todos conhecem as universidades brasileiras, temos uma dificuldade grande de interagir com o mercado, então elas ficam basicamente no nível 1, 2 e 3”, explicou.

Os níveis de TRL são agrupados conforme uma perspectiva de maturidade tecnológica. Inicialmente, a TRL 1, a TRL 2 e a TRL 3 correspondem ao grupo de Pesquisa básica/Prova de conceito preliminar. Em seguida, a TRL 4 e a TRL 5 constituem a etapa de Desenvolvimento Tecnológico.

Ele enfatizou a importância de uma política industrial bem definida, que leve em consideração as demandas da indústria, e promova a pesquisa tecnológica e inovação. Foina destacou ainda a necessidade de incentivos e encomendas governamentais com preferência pela indústria nacional nas compras públicas.

Outro ponto destacado foi a importância da educação e formação de profissionais qualificados para atender às demandas da indústria. Foina mencionou a necessidade de uma política de ciência e tecnologia alinhada com a política industrial, que promova a pesquisa científica e tecnológica voltada para as demandas do país.

“É uma política de ciências e tecnologias que vai alimentar a pesquisa tecnológica e científica, fomentar aquilo que interessa para o Brasil. A partir disso saem os editais de pesquisa para contratação da inovação, isso tudo demandado por encomendas governamentais e incentivos à indústria brasileira. O governo tem que usar o seu poder de compra para fazer a indústria crescer, dar preferência, a nova lei de compra do governo permite isso,” exemplificou.

O avanço rumo à autonomia de insumos críticos encontra na inovação sua maior aliada. Este percurso pode ser alcançado com excelência pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) brasileiros. Com sua expertise e comprometimento, eles se destacam como propulsores da independência tecnológica, mostrando que a inovação é a solução para desafios complexos. 

No final da apresentação, o presidente da ABIPTI destacou que a pesquisa tecnológica no Brasil é um investimento importante, que contribui para o desenvolvimento do país e para a redução da dependência de importações. Ele ressaltou a importância dos institutos de pesquisa tecnológica públicos e privados, que são responsáveis por desenvolver pesquisas e entregar protótipos para a indústria brasileira.

A palestra foi transmitida da sede da ABIPTI, em Brasília, e foi acompanhada presencialmente pelo presidente-executivo da ABIMDE, general Aderico Mattioli. Ele disse que a apresentação de Paulo Rogério Foina trouxe reflexões sobre a importância da pesquisa tecnológica e inovação para o desenvolvimento do Brasil. 
 

“Nesta apresentação foi destacada a necessidade de uma política industrial e educacional que promova a interação entre universidades e indústrias, além de incentivos governamentais que impulsionem a pesquisa tecnológica no país. Isto traria grandes avanços para a nossa Base Industrial de Defesa e Segurança”, pontuou o general Mattioli. 

Cluster Tecnológico Naval
 

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A apresentação do Almirante Walter Lucas da Silva sobre o Cluster Tecnológico Naval destacou a importância e as atividades do Cluster para o desenvolvimento da economia do mar e da indústria naval no Rio de Janeiro. 

O Cluster Naval é uma associação civil sem fins lucrativos, que tem o objetivo de promover o mercado, valorizar a identidade local e fomentar cooperações e parcerias públicas e privadas. Atua em diversas áreas, incluindo serviços marítimos e defesa e segurança.

“Tudo gira em torno de termos uma inovação que seja crível e tenha boa aceitação no mercado. Procuramos também, além da intenção de criar cadeias produtivas, buscar a expansão para o mercado externo. E, também, colocamos em prática essa sinergia existente entre as empresas, o governo e a academia em prol da sociedade”.

Uma das associadas, a EMGEPRON, vislumbrou a ideia de se criar uma câmara de nacionalização, de tal forma a buscar fornecedores industriais para fazer sobressalentes para os navios que estão sendo construídos. No entanto, esta câmara também poderá atender navios já construídos e, no caso do Cluster, buscar a sua aplicabilidade no segmento naval para gerar maior demanda.

Na palestra foram mencionados projetos e iniciativas, como a Lei de Reciclagem de Embarcações no estado do Rio de Janeiro, a colaboração com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e do Rio Grande do Norte (FIERN), e o apoio a empresas para participação em eventos e rodadas de negócios. 

O Cluster também trabalha na articulação com o governo estadual, contribuindo para a criação da Comissão Estadual para o Desenvolvimento da Economia do Mar e da Secretaria Estadual de Energia e Economia do Mar.

A instituição mantém uma comunicação ativa com seus associados e o mundo através de newsletters e grupos internos, além da realização e participação em eventos para promover a economia do mar e a inovação. Quanto a presença em eventos, foram citados o Seminário Internacional de Transição Energética no Mar e o Seminário sobre Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial. 

O Cluster apoia empresas no desenvolvimento de projetos inovadores, auxiliando desde a concepção da ideia até a busca por financiamento. Hoje já são 92 empresas associadas e 23 instituições participantes, incluindo companhias de origem finlandesa, alemã, entre outras.

Atualizações Finep
 

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A última apresentação de convidados foi com o Superintendente da Área de Inovação da Finep, William Rospendowski, que expressou sua satisfação em mais uma vez ministrar uma palestra na ABIMDE. “Queria agradecer o convite do presidente Gallo, do general Mattioli e do coronel Lemos, e por toda interação que temos tido, me sinto em casa aqui, sou sempre bem recebido para trazer as novidades”, iniciou.

William apresentou duas chamadas direcionadas para o setor de indústria de defesa. “Estamos no momento da Nova Indústria Brasil, fizemos uma chamada que é especificamente para esse setor”. As chamadas de financiamento apresentadas pela Finep são para projetos de inovação, ambas com foco em defesa e aeronáutica. O objetivo é promover a autonomia tecnológica e a soberania nacional. 

A primeira chamada, "Soberania em Defesa", conta com um orçamento de R$ 280 milhões, divididos em três projetos de R$ 83 milhões cada, focados em radar multimissão, tecnologia de propulsão hipersônica e enriquecimento de urânio. 

A chamada é direcionada a empresas com sede e administração no Brasil e exige a participação de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). A seleção será em fluxo contínuo, permitindo mais tempo para a elaboração de propostas, e as empresas menores têm contrapartida reduzida.

“Esta é uma chamada bastante complexa porque são 83 milhões de reais, então esperamos que as empresas se dediquem para mostrar como as pessoas farão para executar o projeto, e não apenas listar o que vai ser feito. Mas qual é a rota? Qual é o caminho? Como a empresa pretende superar as dificuldades? Qual vai ser interação com as Forças Armadas? Tudo isso será importante, além da documentação padrão, estatuto, contrato social, etc”, detalhou.

A segunda chamada, "Versão Sustentável", com orçamento de R$ 120 milhões, busca projetos que contribuam para a descarbonização do transporte aéreo, incluindo novas formas de propulsão, materiais avançados e aeronaves não tripuladas. O valor máximo por projeto é de R$ 90 milhões, a chamada também exige a participação de ICTs e está aberta a empresas com sede e administração no Brasil.

Ambas as chamadas têm como critérios de avaliação a intensidade de inovação, abrangência, risco tecnológico, qualificação da equipe, relevância para a sociedade e coerência da proposta. 

As empresas interessadas devem apresentar um vídeo e uma apresentação detalhada do projeto, incluindo cronograma físico e financeiro, equipe e justificativa da relevância do projeto. As chamadas estão abertas e as empresas podem enviar suas dúvidas por e-mail para a Finep.

“Agradeço a atenção e quero dizer que estamos à disposição para tirar dúvidas, receber sugestões e novidades da indústria. Esperamos bons projetos, porque a bola está com a indústria, esperamos receber boas propostas”, finalizou Rospendowski. 

Atualizações ABIMDE

Workshop
 
Na sequência da programação, o diretor-executivo da ABIMDE, coronel Armando Lemos, falou sobre o calendário do Ciclo de Workshops para o primeiro semestre do ano, que já foi divulgado para empresas e parceiros.

O próximo workshop será realizado no dia 20 de março, será híbrido, presencial e on-line, e vai tratar dos: “Desafios e Oportunidades: Como Atender as Exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.