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ABIMDE leva ao World Security Congress 2026 debate sobre integração entre defesa e segurança privada

Participação no evento, em São Paulo, destacou aplicações práticas da Base Industrial de Defesa e Segurança em operações civis e empresariais
Por ABIMDE. Atualizado em 27/04/2026 - Publicado em 27/04/2026
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A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) participou da 6ª edição do World Security Congress (WSC), realizada nos dias 22 e 23 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Representada pelo Diretor-Executivo, Coronel Armando Lemos, a entidade integrou a programação da Arena Inovação com uma apresentação voltada à aproximação entre a Base Industrial de Defesa e Segurança e o universo da segurança privada.

Durante sua exposição, o Coronel Lemos apresentou uma leitura aplicada das capacidades já existentes no país, destacando como tecnologias originalmente desenvolvidas para fins militares vêm sendo adaptadas a ambientes civis. O conceito de emprego dual foi abordado como eixo de transformação, ao permitir que soluções concebidas para contextos críticos sejam incorporadas às operações empresariais, o que amplia a eficiência, a previsibilidade e a qualidade da resposta.

“O Brasil dispõe de um conjunto relevante de competências industriais e tecnológicas. O desafio está em transformar esse repertório em aplicação prática, conectando quem desenvolve com quem opera, especialmente no ambiente de operações privadas”, afirmou.

A apresentação percorreu a evolução de tecnologias que migraram do campo da defesa para o cotidiano, como sistemas de comunicação, navegação, sensoriamento e processamento de dados, além de destacar tendências atuais, como inteligência artificial, computação avançada e proteção cibernética. Nesse contexto, foi enfatizada a mudança de lógica operacional, com a transição de modelos baseados na reação para estruturas orientadas à antecipação de eventos.

“O setor precisa sair de uma lógica em que se responde ao ocorrido para uma lógica em que se identifica o que está prestes a acontecer. Isso envolve uso intensivo de dados, análise de padrões e capacidade de priorizar respostas com base em risco”, pontuou.

Outro ponto abordado foi a convergência entre a defesa e a segurança privada em termos de objetivos operacionais. Segundo o Diretor-Executivo, ambas lidam com desafios semelhantes, como vigilância contínua, proteção de ativos sensíveis, comunicação segura e tomada de decisão em prazos reduzidos, ainda que em contextos distintos. 

A palestra também destacou o papel de sistemas integrados de comando e controle, que permitem consolidar informações de múltiplas fontes em um único ambiente operacional, ampliando a consciência situacional e a capacidade de coordenação. Soluções baseadas em inteligência artificial, drones e robótica foram apresentadas como ferramentas que ampliam o alcance e a precisão das operações, enquanto a cibersegurança foi tratada como componente indissociável da proteção patrimonial contemporânea.

“Hoje, proteger ativos físicos sem considerar o ambiente digital significa atuar de forma incompleta. As infraestruturas estão conectadas, e essa integração exige uma abordagem que considere dados, redes e sistemas como parte da operação”, disse.

No campo dos equipamentos, foram abordados avanços em materiais aplicados à proteção individual e estrutural, com impacto direto na mobilidade, no tempo de uso e no desempenho dos profissionais. O tema foi inserido no contexto mais amplo da eficiência operacional, com ênfase na necessidade de alinhar a tecnologia a resultados mensuráveis.

Ao tratar do acesso à inovação, o Coronel Lemos apresentou caminhos disponíveis no país, incluindo centros de pesquisa aplicada, parques tecnológicos, startups e mecanismos de financiamento. A mensagem central foi que o desenvolvimento tecnológico não está restrito a grandes estruturas, mas pode ser incorporado por empresas que se conectem ao ecossistema adequado.

“O empresário que compreende onde a inovação é gerada deixa de ser apenas consumidor e passa a participar do desenvolvimento. Isso muda completamente a forma de operar e de ofertar serviços”, destacou.

A participação da ABIMDE no World Security Congress insere a Base Industrial de Defesa e Segurança no debate com um público altamente especializado, ampliando o entendimento sobre as possibilidades de aplicação de tecnologias nacionais em atividades civis. 
 

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