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Kryptus avança em segurança cibernética para o Estado

Para Fapesp. Actualizado el 06/01/2021 - Publicado en 02/06/2017

Criada por engenheiros e cientistas em 2003 na cidade de Campinas, interior paulista, a Kryptus, especializada em segurança da informação e cibernética, tinha como foco o atendimento ao setor bancário. Aos poucos, a companhia passou a atender demandas do Estado brasileiro, protegendo comunicações governamentais civis e militares.

Na área aeroespacial, a empresa já se destacou em projetos relevantes como o Link BR2, de comunicação segura de dados e voz entre aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). A Kryptus, em um contrato assinado com a Savis, subsidiária da Embraer, forneceu uma solução de criptografia para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX).

"Historicamente, o segmento de defesa sempre foi relevante para a empresa. Nos últimos três anos, essa área representa, em média, mais de 50% do faturamento", destaca Roberto Gallo, CEO e fundador da Kryptus. A empresa de médio porte possui atualmente 50 funcionários.

De acordo com ele, em função da crise, o ritmo de investimentos governamentais diminuiu nos últimos anos.

Contudo, esse quadro deverá se reverter. A segurança cibernética, que envolve a proteção de dados e sistemas, é uma pauta que tem ganhado relevância globalmente. Este mês, por exemplo, houve um mega ataque cibernético que fez mais de 200 mil vítimas em 150 países, conforme a última contagem do Serviço Europeu de Polícia (Europol). Essas vítimas foram, na maioria, negócios, incluindo grandes empresas. Mas serviços públicos também foram afetados. "Há dez anos, esses ataques afetavam dados, perdiam-se arquivos. Agora, os hackers interferem em sistemas, por exemplo, tiram do ar programas de gestão de vendas e podem afetar controles de uma usina. Os efeitos são devastadores", comenta Gallo.

De acordo o CEO, ao longo de sua história, a Kryptus conseguiu captar recursos não reembolsáveis (subvenção econômica) de diversos órgãos de fomento como Finep, Fapesp, Capes e CNPq para conseguir tocar projetos inovadores. Gallo explica que o ciclo de desenvolvimento das novas tecnologias é longo, geralmente leva de cinco a sete anos para que o produto fique pronto. "A subvenção é um remédio para a doença da alta taxa de juros no país", destaca Roberto Gallo.

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