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Comando Conjunto na Defesa Cibernética

Para Ministério da Defesa . Actualizado el 06/01/2021 - Publicado en 28/04/2017

A interoperabilidade das Forças Armadas brasileiras alcançou o campo cibernético e, pela primeira vez, oficiais-generais assumem cargos em outra Força. O almirante Nelson Nunes da Rosa assumiu a chefia do Estado-Maior Conjunto e o brigadeiro Mauro Fernando Costa Marra passou a ser chefe do Departamento de Gestão e Ensino, ambos do Comando de Defesa Cibernética (Com D Ciber) na estrutura regimental do Exército Brasileiro. A cerimônia de posse foi realizada terça-feira (25), no auditório do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT), em Brasília.

 

Fotos:Divulgação Agência Verde Oliva
A cerimônia de posse ocorreu no auditório do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT), no Forte Caxias,em Brasília
A cerimônia de posse ocorreu no auditório do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT), no Forte Caxias,em Brasília

 

O almirante Nelson, além do curso de formação de oficial do Corpo da Armada, possui os cursos de Aperfeiçoamento de Submarino para Oficiais, de Comando e Estado-Maior e de Política e Estratégia Marítimas. “A colaboração das três Forças para incrementar a interoperabilidade e atingir os propósitos da Defesa do sistema integrado de defesa cibernética, vai ser vital”, afirmou o chefe do Estado-Maior Conjunto.

Já o brigadeiro Marra, que assume o Departamento de Gestão e Ensino, tem em seu currículo os cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Oficiais de Intendência e de Comando e Estado-Maior, e de Política e Estratégia Aeroespaciais, e se formou em Análise de Sistemas, além de ter MBA em Política e Estratégia Aeroespacial e em Gestão Administrativa.

“Trabalhar na defesa cibernética do Brasil, nas Forças Armadas, é um privilégio. Há muito trabalho para ser feito e eu ter sido designado para essa missão é um orgulho muito grande. Estaremos juntos, integrando as Forças para desenvolver esse trabalho”, ressaltou o brigadeiro Marra.

 

 
O general Juarez disse que o campo cibernético exige proatividade e a interação entre as Forças
O general Juarez disse que o campo cibernético exige proatividade e a interação entre as Forças

 

Segundo o chefe do DCT, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, esse é um momento histórico dentro das Forças Armadas. “Estamos vivendo um momento histórico, porque depois da criação do Ministério da Defesa, é a primeira vez que oficiais-generais de outras Forças passam a integrar a estrutura regimental do Exército. Nenhuma Força combate individualmente. Juntos, estamos efetivando a interoperabilidade. É bom que isso esteja se efetuando no ambiente cibernético, um campo que exige proatividade para atuarmos em cenários adversos”, considerou o general.

Com D Ciber

O Comando de Defesa Cibernética (Com D Ciber) foi organizado de forma conjunta para fazer frente a um ambiente operacional que cresce a cada dia. Sua missão é planejar, orientar, coordenar e controlar as atividades operativas, doutrinárias, de desenvolvimento e de capacitação no âmbito do Sistema Militar de Defesa Cibernética, sendo seu órgão central, com o objetivo de assegurar o uso efetivo do espaço cibernético pelas Forças Armadas brasileiras e impedir ou dificultar sua utilização contra interesses da Defesa Nacional.

Os cargos recém-assumidos foram instituídos em 11 de novembro de 2016 pelo Ministro da Defesa e têm as funções abaixo especificadas.

 

 
O Comando Conjunto do C D Ciber funcionará na estrutura regimental do Exército
O Comando Conjunto do C D Ciber funcionará na estrutura regimental do Exército

 

O chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Defesa Cibernética é responsável por consolidar a estrutura conjunta de defesa cibernética nos planejamentos estratégicos e operacionais e o desenvolvimento da doutrina cibernética conjunta, genuinamente nacional, que atenda às peculiaridades do Brasil e das Forças Armadas.

Já o chefe do Departamento de Gestão e Ensino tem a missão de promover o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nacional na área cibernética, com a finalidade de criar um banco de conhecimento especializado e compartilhado, bem como promover a interação dos projetos de ensino congêneres ou similares, em desenvolvimento nas Forças Armadas, no Ministério da Defesa e em instituições civis, públicas e privadas, interagindo com a comunidade acadêmica nacional e internacional.

Com informações do CCSM, das Agências Verde-Oliva e Força Aérea

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